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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Nós Inesquecíveis II


Apareci do nada e coloquei meus dedos entre os fios do teu cabelo.
Segurei tua cabeça e pus meus olhos defronte aos teus.
Narizes a se encontrar.
Olhos a tremer.
Coração a bater acelerado.
Não era preciso entender nada, não era preciso pensar em nada.
Seus olhos que de inicio pareciam assustados, sutilmente já estão mais tranqüilos.
Sua boca já mexe e, suavemente, sua língua começa a preparar o momento.
Sem fim.
Tudo terminou no começo de um beijo.
Sempre quis te beijar, nunca te vi, nunca te conheci, nunca me apresentei, mas você continua vívida e ávida em mim.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Dança comigo?


Meus pensamentos são invadidos, ainda pela manhã, pelo que te pertence. Nem me foi permitido sair da cama e tu já estavas acordada e dançando dentro da minha cabeça, mas não comigo. Depois disso, percebo que sonhei a noite inteira contigo. Era um daqueles sonhos que pode se tornar realidade. Não havia nada de muito anormal nele, a não ser o fato de eu estar falando com você.

Repentinamente, fui para longe e observei a lua. Nossa, quão bela ela estava. Ficou cheia, pois toda ela queria me ver com ela. Olho para a lua e percebo que você está bem em baixo dela. Já que era assim que se encontravam, então que todos sumissem, que todas as luzes se apagassem e que eu me aproximasse de você para dizer que me apaixonei e para dançar a mais bela de todas as danças, a vida, ao teu lado. Rodar-te-ia pelo salão, pegaria na tua pequenina e suave mão e tocaria tuas costas com a outra. Juntava meu corpo ao teu, minha boca à tua face, meu nariz ao teu cabelo, meu coração ao teu desejo. Sussurrava a ti palavras nunca por mim ditas.
Calar-me-ia e encontrava teus olhos fechados. Ao olhar-te, vejo a transparência de tudo que há de mais belo na existência.

Combina menina com jeito de mulher, mas com a mais pura das crianças encravada em seu peito. Rosas. Dançarina árdua, mas com o mais lindo sonho vivo em sua mente. Vinho. Enigmática e falante, mas com o silêncio mais orquestrado que pode haver no seu ser. Chocolate.

Sim, você existe. Mas ainda não sou seu par no salão.



(à MRCS)

terça-feira, 15 de maio de 2007

Uma foto

Uma foto.
Nada mais que uma foto. No verso, sem nome, sem data, sem localidade. Na frente, um casal.
No fundo, vê-se uma praça com um chafariz no meio, mas eles estão localizados de modo que dá para vê-lo todo. Com um anjinho na ponta e jorrando água pela palma da mão com seus olhos olhando atentamente para aquela mágica. Um leve sorriso salta à sua boca. Ele está em pé na ponta de uma pirâmide, onde a água desce de todos os lados quase invisível. Do lado dela, há uns tantos pombos que ficam do lado esquerdo dela.
Ele veste um casaco vermelho de lã, parece que está com frio, mas não é isso que a luminosidade do fundo nos deixa transparecer. Cabelo preto meio enrolado, um nariz pontudo, mãos grossas e unhas parecendo ruídas. Seu braço direito está sobre o ombro dela. Seu sorriso não parece muito real, meio forçado com um lado da boca mais aberta que o outro. Estranho. Seus olhos olham atentamente para quem vê a foto, como se secasse o observador.
Ela veste um casado marrom de couro aberto com uma blusa meio azulada, de modo que dê pra delinear toda a região do peito áté a barriga. Seus olhos parecem sorrir junto com sua boca e seu olhar não é para o mundo, mas para dentro de si. Seu sorriso mudo e delicado parece único e utópico. Lindo. Cabelo cor de mel liso e espalhado ao vento. Pele lisa. Uma flor.
Uma foto. Anônima e com dois sentimentos: amor e a minha inveja dele.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Nós Inesquecíveis I

Não sabe seu nome, nem idade, nem onde mora. Mas ela mexe com ele de uma maneira nada normal.

Só teve a oportunidade, a ilustre oportunidade, de vê-la apenas duas vezes na sua vida. As duas, por acaso.

Na primeira, sua barriga sentiu um frio incomum. Olhou pra ela e quando percebeu que ela ia olhar para ele desviou seu olhar e o frio aumentou. Não sabia o que pensar. Achou tudo muito estranho e tentou tirar tudo aquilo da sua cabeça. Não conseguia. Passou a esperar ansiosamente por uma nova oportunidade de olhar pra trás e vê-la. A oportunidade chegou.
Olhou para trás e, sem que ela o visse olhando pra ela, a contemplava. Linda. Disse que da próxima vez ele ia encará-la para que ela percebesse que ele estava olhando pra ela. Mas não deu. Contemplou por uns 2 ou 3 segundos e virou o rosto. "Como pode isso acontecer? Que coisa mais estranha" ele pensava sem entender nada.

Mas estava decidido, na próxima oportunidade ele iria encará-la. Não sabia o que poderia acontecer, mas queria ter a chance de olhar nos olhos dela. Sua pele parece tão macia, seus olhos calmos, mas atentos. Sua boca bem desenhada e da cor de um vermelho nem tão vermelho e de um rosa não tão rosa. Cor única. Bochechas bem desenhadas e de uma simetria sem-igual. Um nariz redondo, bem feito, como se tivesse sido modelado quando criança. Um queixo não tão redondo, mas com um leve apontamento. Sobrancelhas bem feitas, mas com um desenho normal. Enchida mais do lado perto do nariz e com um e ia afinando suavemente até não restar mais nada. Sua direita estava meio bagunçada. Devia ser por causa do seu olho que estava meio irritado e, por isso, avermelhado. Seus olhos, enfim, ele pode ver seus olhos. Seus lindos olhos com de castanha com mel em cima. Nunca vira nada igual e nem queria depois dela. Um fundo claro, sua pele branca macia combinando perfeitamente. Um conjunto moldado, arrumado, planejado e pensando. Sua pele não era um branco pálido, nem um amarelo doente. Era um branco suave, idealizado, e nunca imaginado. Nem mesmo parecia real.

Enfim, uma nova oportunidade de ele poder encarar ela surge. Ele vira para trás e lá está ela no mesmo lugar, sentada do mesmo jeito, mas agora ele iria prestar atenção nos seus olhos e tentar ver o que tinha por trás deles. Virou. 1, 2, 3, 4, 5. Cinco segundos. Ela virou. Tinha mais gente ao nosso redor, ia ficar algo estranho e constrangedor para nós dois caso alguém percebesse algo. Cinco segundos. Ele conseguiu olhar pra ela por cinco segundos tirar os olhos dela. Sua barriga, novamente, gelou um frio mais intenso que o de antes. Nunca sentira isso. Chegou a ter um certo mal estar, mas foi bom. O que ela estava pensando quando ele a olhava? Será que ela imaginava tudo aquilo. Será que ela imaginava que ele iria ter coragem e força suficiente para encará-la? E depois, o que será que ela pensou depois?

Vestia uma calça jeans meia clara com pequenos detalhes nas costuras da perna do lado de fora. Uma sandália branca. Uma blusinha com cores claras variadas e com um casaquinho simples por cima dos ombros. Seus cabelos estavam soltos, meio loiros, meio ruivos, meio negros. Mais loiros que ruivos, mas parecia natural.

Pronto. Isso foi o suficiente para que ela não saísse mais de sua mente.
Na segunda vez, não houve tanta coisa e nem, ao menos, deu para ele ter a certeza de que era ela mesmo. Mas era!

Ele ia numa direção, havia muita gente em torno de todos. De repente, ele pára e se encosta em uma coluna redonda, como se tivesse esperando algo. Mas cansa. Então, resolve caminhar um pouco e depois voltar para a coluna. Ao se desencostar da coluna e virar para seu lado direito, vê um grupo de amigos com 5 pessoas e ela estava no meio de frente pra ele. Ela poderia estar de lado ou mesmo de costas, mas ela estava de frente. Ao olhar pra frente viu que ela estava de olho na sua direção. Era como se ela soubesse que ele estava ali, que ele iria se virar, que eles iriam se ver, que a barriga dele iria gelar, que isso iria deixar ele nervoso e sem saber qual atitude tomar. Sentiu um frio instantâneo em suas entranhas e suas pernas batiam uma nas outras. Rapidamente ele volta para seu local de origem e fica nervoso e sem saber que atitude tomar. Como ela pode ter adivinhado isso? Mas dessa vez, ele não espera uma oportunidade e vai lá. Cria coragem e vai. Vira para a direita e ver que o grupo permanece lá, mas só 4. Sem ela. Procura ao redor, tenta subir em alguma coisa para tentar vê-la. Pula. Corre de um lado para outro, mas não a encontra.

Sem ela. E assim sua vida segue.

Não importa se ele nunca ouviu sua voz. Não importa se ele está sem ela. Ela não o conhece ou mesmo se nem o nome dela ele sabe. Ele pensa nela. Não importa se ela não sabe disso. Só importa que ela existe. E, para ele, isso já é algo maravilhoso.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Sinto Falta de Sentir Você

De repente fecho os olhos.
Sinto falta de você. Sinto falta do seu abraço. Do seu carinho. Do ventos dos seus cabelos. E do tato da sua pele.
Sinto falta do seu sorriso. Sinto falta do seu olhar. Do seu jeito de tocar. Do seu andar. E de tudo em ti que nunca reparei.
Olhar que nunca tive. Tato que nunca senti. Sorriso que nunca ouvi. Sinto falta do que nunca tive. Como pode?
Penso em abrir meus olhos para enxugar as lágrimas. Mas já estavam abertos.
Estava te vendo e não sabia. Estives-te sempre no meu coração, mas só agora a vejo.
Sinto falta da lágrima que não caiu. Mas fico feliz ao, finalmente, desaborchar da rosa.
Encontrei-te.

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Passei um tempinho sem postar aqui, né?! Pois é, faltou-me tempo, mas estou eu a escrever textos, um dia passo pro computador e coloco aqui.