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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Lembranças Proibidas II


Era uma segunda feira e o relógio marcava 10h04 minutos. Todos estavam devidamente fardados, alguns subiam as escadas com certa pressa, outros ainda subiam em grupo colocando ainda as conversas, que nunca tinham fim, em dia, outros subiam sozinhos como que pensando em assuntos estritamente pessoais. Um barulho só! No entanto, nem todos subiam. Havia um grupo que somente via os outros subirem, ou nem viam, pois estavam entretidos demais em seus falatórios para prestarem atenção nos outros. Mas no meio de tanta gente havia um casal. Na verdade, ele nem sabia que junto com ela, eles já formavam um casal, talvez, nem ela mesma.

Junto ao pé da escada; junto com inúmeras pessoas ao redor, umas conhecidas, outras não; junto com aquele dia de sol e com algumas poucas nuvens que insistiam em ficar no céu; junto que tudo aquilo de agosto que acabou saindo a gosto de todos (ou quase); junto com o iniciar da semana já quase no término do mês; junto com a ansiedade, medo, desejo, sonhos, euforia, surpresa, taquicardia, sorrisos; junto com tudo saiu um olha nos olhos, um toque na mão, um frente-a-frente, saiu uma simples e singela palavra que soou como a mais bela de todas para ele: sim.

Então, fez-se silêncio, todos sumiram, o lugar mudou, o pé tornou-se cajado para apoio, os sentimentos, as emoções já não contiam-se nele. Tudo o que ele sonhara ouvir, ouviu em um momento inesperado, mas que se tornou o melhor durante muitos dias. Era o início de muitas e muitas datas. E ele ainda não se dera conta, mas aquele da seria comemorado mensalmente e que depois de um tempo, seriam contados até os segundos a partir daquela data para um presente futuro.

E, a partir daquele dia, eles viveram felizes para sempre enquanto duraram. Mas ela durou bem mais do que ela pensa.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Lembranças Proibidas I


Mês: outubro, o resto não é preciso.Era uma tarde de poucas nuvens, de sol não muito forte, vento agradável e a rua estava deserta. Todos estavam em suas casas, seus lares. Mas havia uma casa que não tinha ninguém. Era chamada de “Casa de Vidro”, pois quem estava fora dava para ver tudo o que acontecia dentro dela. No entanto, esta bela casa já estava para ser alugada há algum tempo e um fato tenebroso acontecera lá há algum tempo, caso de morte, por isso ninguém a alugava. Haviam rumores de que iam demoli-la pra construir um prédio.
Em frente a essa casa, do outro lado da rua, estavam três jovens. Duas garotas e um garoto. Era um casal e uma prima dela. Estavam quase que sentados em uma árvore e olhavam para a casa. O casal ainda não tinha se beijado e ele esperava ansiosamente por isso. Seu coração batia a qualquer ocasião que ele achasse palpável, mas não passou pelos seus pensamentos que ali poderia ser seu momento. E foi.
Meio que por acaso, meio que rápido demais, mas duradouro e completo. A prima ai à frente quando se virou para ver o porquê do silêncio dos dois, deparou-se com um lindo, meigo e puro beijo. Mas ela não conseguiu ouvir o barulho de gritos e pulos de alegria que saltavam dentro dele.O dia não importava, o local também não. Se alguém via não importava, se as nuvens mudassem também não.Que o mundo acabasse, pois tudo estava completo.