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sábado, 13 de agosto de 2011

Uma Última Vez

Ser o primeiro a te ver e vislumbrar sozinho cada espaço de beleza que forma tua pele. Em um momento em que todas as luzes sentem vergonha de passar ao teu lado. Onde nada mais parece fazer sentido no Universo a não ser a restrita imagem que meus olhos consomem.
Dar-te minha mão e segurar a tua. Sorrir da falta de jeito de te conduzir. Esnobar-me. Perceber que não há mais ninguém em volta. Rodar-te em volta, mas parar-te junto a mim. Sentir teu seio palpitando, ver tuas bochechas rosadas e já cansadas. Controlar o desejo surreal de gritar o que faz meu coração rasgar meu peito.
Tocar teus lábios como se fossem brisa. Sentir teu corpo e tornar-te a mulher que sempre foste pra mim. Embaraçar teus cabelos entre meus dedos e puxá-los para que eu seja consumido pelo perfume que exala do teu pescoço. Morder-te. Beijar-te. Amar-te.
Ser o último a te ver e, lacrimejando, forçar as luzes já presentes a se misturarem com a tua, numa tentativa de não ter que te ver partindo. Ouvir seus passos e ser obrigado a me distanciar de ti.
Vou senti saudades.
À Mariana R. Veras.
1 mês e 10 dias sentindo falta.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Agonia do Silêncio

Em meu peito, uma única agonia se faz presente: ver-te, tocar-te, mas não poder dizer-te. Dizer que te amo. Pedir pra voltar. Para me dar uma chance. Para nos dar uma chance. Para você se abrir e ver que tudo ainda pode ser, simplesmente, nosso. Ser lindo. Ser palpável. E olhar, no reflexo dos teus olhos, transforma-me no homem mais feliz que há.

Chegar perto de ti e tocar seus lábios que juntos aos meus ficarão durante o tempo que tempo durar. O tempo que a eternidade há de medir. Ou não, não importa.

Perceber que seu cheiro se misturou ao meu e que enlaçados eles continuarão. Dois corpos exalando um só perfume. O do amor.

E, no ápice do ato, sentir. Sentir que seus sonhos e os meus são iguais. Sentir que seu desejo e o meu se completam, se rasgam, se torcem, se divertem, se amam. Sentir que seu sentimento e o meu não se distinguem, mas se unem e crescem e se fortalecem e se toram vivos e se transformam, cada vez mais, no mesmo único sentimento.

E nada mais haveria de importar.

À Mariana R. Veras.
1 mês e 7 dias sentindo falta.